A guarda do sábado.
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Uma questão que tem sido
amplamente discutida e causado grande polêmica, está relacionada ao quarto
mandamento. No Antigo Testamento quando Moisés recebeu do Senhor no Sinai a lei
estava contida nela a Guarda do Sábado. Mas, o porquê do Sábado? Devemos ou não
devemos guardar o sábado?
“Lembra-te do dia do
sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu
trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não
farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu
servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está
dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra,
o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor
abençoou o dia do sábado, e o santificou.” (Êxodo 20.8-11).
Repare que os mandamentos estão associados à fidelidade de Deus para com o seu povo e não o contrário.
“Então falou Deus
todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da
terra do Egito, da casa da servidão.” (
Êxodo 20.1-2).
Assim, o povo é
convocado a prestar reverência ao seu Deus, como prova de louvor, gratidão
e reconhecimento aos livramentos recebidos.
“Não terás outros
deuses diante de mim." (
Êxodo 20.3).
Para reforçar
a ideia e expressar a veracidade deste pensamento, vejamos os
versículos a seguir:
“Lembra-te de que
foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com
mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que
guardasses o dia do sábado.” (Deuteronômio 5.15).
“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo, Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou refrigério.” ( Êxodo 31.16-17).
“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo, Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou refrigério.” ( Êxodo 31.16-17).
Note bem que até mesmo Deus no sétimo dia não somente descansou, mas acabou a
sua obra.
“Assim foram acabados
os céus e a terra, com todo o seu exército. Ora, havendo Deus completado no dia
sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que
fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda
a sua obra que criara e fizera. (Gênesis 2.1-3).
Assim como o povo
recebe de Deus no Sinai os mandamentos para serem guardados (
Êxodo 20.1-17), como
prova da fidelidade de Deus para com o seu povo, e do povo para com seu Deus;
Jesus também estabelece a prova da fidelidade de Deus para com toda a
humanidade.
“Porque Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).
“Então Jesus, depois
de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça,
entregou o espírito.” (João 19.30).
E estabelece a
prova da fidelidade de toda humanidade para com Deus, para encontrar o seu
livramento, a Salvação.
“Um novo mandamento
vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que
também vós vos ameis uns aos outros.” (João 13.34).
“Mestre, qual é o
grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.
Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:
Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda
a lei e os profetas.” (Mateus 22.36–40).
“Portanto, todo
aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de
meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, também
eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10.32–33).
“Declarou-lhes Jesus.
Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê
em mim jamais terá sede.” (João 6.35).
“Quem crê em mim,
como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” (João 7. 38).
“Declarou-lhe Jesus:
Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e
todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto? (João 11.25-26).
“Clamou Jesus,
dizendo: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me
vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que
todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12.44).
“Em verdade, em verdade
vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as
fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai;” (João 14.12).
“como está escrito:
Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço; e uma rocha de escândalo; e quem
nela crer não será confundido.” (Romanos 9.33).
“Quem crer e for
batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16.16).
“e acontecerá que
todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Atos 2.21).
“Porque, se com a tua
boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o
ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para
a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura
diz: Ninguém que nele crê será confundido.” (Romanos 10.9-11).
Dos mandamentos que
Deus estabelece para o seu povo no Antigo Testamento, nenhum dava a
oportunidade de Salvação, mas mesmo assim Ele estabelece a promessa para a
salvação deles.
“Reis serão os teus
aios, e as suas rainhas as tuas amas; diante de ti se inclinarão com o rosto em
terra e lamberão o pó dos teus pés; e saberás que eu sou o Senhor, e que os que
por mim esperam não serão confundidos.” (Isaías 49.23).
“Portanto assim diz o
Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como alicerce uma pedra, uma pedra provada,
pedra preciosa de esquina, de firme fundamento; aquele que crer não se
apressará.” (Isaías 28.16).
Para aqueles que
esperavam e aguardavam a promessa Messiânica do Senhor, não seriam confundidos.
De todos os mandamentos do Antigo Testamento o único que não foi ratificado no
Novo Testamento foi o sábado.
Os quatro primeiros mandamentos
do Antigo Testamento consistem na ênfase do homem para com Deus, os demais, do
homem para com o homem. Jesus resume os dez mandamentos em dois, sendo da mesma
forma, se você ama a Deus, você guarda os quatro primeiros mandamentos, e se
você ama ao seu próximo você guarda todos os demais. Na verdade isto representa
a cruz de Cristo o relacionamento do homem para com Deus é a parte vertical da
cruz; e os mandamentos que se relacionam do homem para com o homem forma a
parte horizontal dela.
“Mestre, qual é o
grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de
todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o
grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu
próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os
profetas.” (Mateus 22.36–40).
Sobre o
quarto mandamento, Jesus disse:
“E prosseguiu: O
sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Pelo
que o Filho do homem até do sábado é Senhor.” (Marcos 2.27-28).
Compare:
“Vinde a mim, todos
os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu
jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis
descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e
leve.” (Mateus 11.28–30).
“Por isso, ainda fica
em perspectiva para o povo de Deus um repouso de Sábado. Pois aquele que entrou
no seu repouso descansou das suas obras, assim como Deus descansa das suas.
Empenhemo-nos, portanto, por entrar nesse repouso, para que este mesmo exemplo
de desobediência não leve ninguém a cair.” (Hebreus 4.9–11).
Lembre-se que o Sábado era o dia de descanso e neste dia o povo deveria
santificá-lo ao Senhor.
“Lembra-te do dia do
sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho
algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva,
nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em
seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao
sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o
santificou.” (Êxodo 20.8–11).
“Seis dias se
trabalhará, mas o sétimo dia será o sábado de descanso solene, santo ao Senhor;
qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente será morto.” (Êxodo 31.15).
Devemos lembrar ainda,
que existia o véu que separava, ou fazia a separação do homem de Deus, no Santo
Lugar os sacerdotes podiam entrar, mas do Santo Lugar para o Santíssimo,
somente o Sumo-sacerdote, o mediador do povo, podia entrar na presença de Deus,
representada no Lugar Santíssimo. Sendo assim, o povo tinha um dia específico
para se reunir e buscar ao Senhor. Com a morte de Jesus o véu se rasgou e nos
deu livre acesso, portanto devemos crer nEle e fazer a sua vontade pois Ele é o
nosso descanso.
“Mas vós sois a geração
eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis
as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (I
Pedro 2.9).
“Porque também a nós
foram pregadas as boas novas, assim como a eles; mas a palavra da pregação nada
lhes aproveitou, porquanto não chegou a ser unida com a fé, naqueles que a
ouviram. Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como
disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso; embora as suas
obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo; pois em certo lugar disse
ele assim do sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as suas
obras; e outra vez, neste lugar: Não entrarão no meu descanso. Visto, pois,
restar que alguns entrem nele, e que aqueles a quem anteriormente foram
pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência, determina outra
vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, depois de tanto tempo, como antes
fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.
Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois disso de
outro dia. Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de Deus. Pois
aquele que entrou no descanso de Deus, esse também descansou de suas obras,
assim como Deus das suas. Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar
naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.” (Hebreus 4.3-11).
“Tendo, portanto, um
grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos
firmemente a nossa confissão.” (Hebreus 4.14).
“Portanto, todo
aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de
meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, também
eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10.32-33).
Então, qual é o dia que devemos guardar? O Sábado ou o Domingo? Vejamos
alguns textos que irão elucidar melhor a questão.
“Um faz diferença
entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja
inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o
Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e
quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós
vive para si, e nenhum morre para si. Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos;
se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos,
somos do Senhor. Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver,
para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.” (Romanos 14.5–9).
“Ninguém, pois, vos
julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua
nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de
Cristo. Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos
anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu
entendimento carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e
organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por
Deus. Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos
sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não
toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo
uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade,
alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e
severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a
satisfação da carne.” (Colossenses 2.16-23).
“Agora, porém, que já
conheceis a Deus, ou, melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez
a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais
dias, e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado
em vão entre vós.” (Gálatas 4.9-11).
“Visto, pois, restar
que alguns entrem nele, e que aqueles a quem anteriormente foram pregadas as
boas novas não entraram por causa da desobediência, determina outra vez um
certo dia, Hoje, dizendo por Davi, depois de tanto tempo, como antes fora dito:
Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” (Hebreus 4.6-7).
“Só isto quero saber
de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé?
Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora
acabareis? Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão.
Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz
pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé? Assim como Abraão creu a Deus, e isso
lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos
de Abraão. Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os
gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão
abençoadas todas as nações. De modo que os que são da fé são abençoados com o
crente Abraão. Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da
maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas
as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. É evidente que
pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé;
ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios
viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela
fé a promessa do Espírito.” (Gálatas 3.2-14).
Podemos notar que não existe um dia determinado para se guardar, pois
ainda faltam muitos para entrar no seu descanso, para o povo de Israel que
havia passado pelo deserto e entrado na Terra prometida, haviam de guardar
agora um dia, mas nós ainda não entramos na terra prometida, não conquistamos a
Jerusalém celestial e ainda há muitos que restam crer para entrar no descanso,
portanto:
“Hoje, se ouvirdes a
sua voz, não endureçais os vossos corações.” (Hebreus 4.7).
Não há motivos para se guardar um dia, pois todos os dias são do Senhor.
O Novo Testamento não recomenda a guarda de nenhum dia em especial. Portanto, guardar
o domingo também seria um erro. Os que guardam o domingo justificam as suas
ações nos seguintes argumentos:
1- Recebemos um novo pacto.
“Mas agora alcançou
ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o
qual está firmado sobre melhores promessas. Pois, se aquele primeiro fora sem
defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo. Porque repreendendo-os,
diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de
Israel e com a casa de Judá um novo pacto. Não segundo o pacto que fiz com seus
pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; pois não
permaneceram naquele meu pacto, e eu para eles não atentei, diz o Senhor. Ora,
este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o
Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei;
eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo; e não ensinará cada um ao seu
concidadão, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos
me conhecerão, desde o menor deles até o maior. Porque serei misericordioso
para com suas iniqüidades, e de seus pecados não me lembrarei mais. Dizendo:
Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e
envelhece, perto está de desaparecer.” (Hebreus 8.6-13).
“Então eu disse:
Eis-me aqui (no rol do livro está escrito de mim) para fazer, ó Deus, a tua
vontade. Tendo dito acima: Sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo
pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a
lei); agora disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para
estabelecer o segundo. É nessa vontade dele que temos sido santificados pela
oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.” (Hebreus 10.7-9).
“Ora, a Abraão e a
seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como
falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo. E digo
isto: Ao testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio
quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma a tornar inoperante a
promessa. Pois se da lei provém a herança, já não provém mais da promessa; mas
Deus, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão. Logo, para que é a lei? Foi
acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem a
promessa tinha sido feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um
mediador. Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um só. É a lei, então,
contra as promessas de Deus? De modo nenhum; porque, se fosse dada uma lei que
pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura
encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo
fosse dada aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados
debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar. De modo que
a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé
fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de
aio. Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” (Gálatas 3.16-26).
“Portanto, agora
nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do
Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1-2).
2- No concílio em
Jerusalém, presidido pelos apóstolos e com o aval do
Espírito Santo não determinou a guarda do Sábado.
“Porque pareceu bem
ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas
necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do
sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de
vos guardar. Bem vos vá.” (Atos 15.28–29).
3- Jesus Ressuscitou
no primeiro dia da semana.
“No primeiro dia da
semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu
que a pedra fora removida do sepulcro.” (João 20.1).
4- Jesus apareceu no primeiro
dia da semana aos discípulos e só apareceu novamente no
domingo seguinte.
“Chegada, pois, a
tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com
as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e
disse-lhes: Paz seja convosco.” (João 20.19).
‘Oito dias depois
estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus,
estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco.”
(João 20.26).
5- O Espírito Santo
foi derramado no dia de Pentecoste, um domingo.
“Contareis para vós,
desde o dia depois do sábado, isto é, desde o dia em que houverdes trazido o
molho da oferta de movimento, sete semanas inteiras; até o dia seguinte ao
sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de
cereais ao Senhor. E fareis proclamação nesse mesmo dia, pois tereis santa
convocação; nenhum trabalho servil fareis; é estatuto perpétuo em todas as
vossas habitações pelas vossas gerações.” (Levítico 23.15-16, 21).
“Ao cumprir-se o dia
de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu
um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam
sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam,
e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que
falassem.” (Atos 2.1-4).
6- Não existe nenhuma
ordem no Novo Testamento para que possamos guardar o Sábado ou o Domingo,
simplesmente mantemos o que os Apóstolos faziam nos reunindo também no
Domingo. Como vivia a igreja primitiva diante desta questão?
- As
reuniões da Igreja Primitiva eram sempre aos domingos.
“E nós, depois dos
dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles
em Trôade, onde nos detivemos sete dias. No primeiro dia da semana, tendo-nos
reunido a fim de partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava
com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite. Ora, havia muitas luzes
no cenáculo onde estávamos reunidos.” (Atos 20.6–8).
- Paulo
ordena as igrejas sobre as coletas no primeiro dia da semana (domingo).
“Ora, quanto à coleta
para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No
primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme
tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar.”
(I Corintios 16.1-2).
- O
domingo era conhecido como o dia do Senhor.“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,” (Apocalipse 1.10).
“Reúnam-se no dia do Senhor para o partir do pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro.” (Didaqué 15.1).
Para finalizar o
assunto em questão iremos mencionar um texto que encontramos no livro Religiões,
Seitas e Heresias, do Autor J. Cabral, na página 205-208, que faz a seguinte
explanação, que deixa a questão do sábado mais clara ao nosso entendimento.
O oitavo dia ou o
segundo Sábado? Na introdução de um de seus escritos, o reverendo Matta revelou
que haviam onze semanas de oito dias no calendário anual judaico – calendário
lunar, o que tornava tais semanas móbeis. Esse oitavo dia em determinadas
semanas destinava-se à comemoração de datas sagradas ou festivas. Em cada ano
as datas estavam sempre no mesmo dia semanal, em virtude de os sábados inteiros
e os cerimoniais tornarem a semana móbil. Alguns sábados dobrados (de 48 horas)
começavam no sábado cerimonial da Páscoa; outros, no sábado da semana dos
asmos. O importante é que o sábado dobrado fazia com que a semana seguinte
fosse iniciada por ele, pelo sábado, de modo que, na contagem final ou anual do
calendário, todos os dias da semana tinham sido, pelo menos uma vez, um sábado.
A palavra “sábado”
em hebraico significa “sétimo”. Portanto, se esse fosse realmente um dia único
a ser santificado, Deus não teria ordenado que se guardasse o oitavo dia, ou
dia especial comemorativo.
“Por sete dias
oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação,
e oferecereis oferta queimada ao Senhor; será uma assembléia solene; nenhum
trabalho servil fareis. Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis
como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto
e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia
próprio; além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os
vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao
Senhor. Desde o dia quinze do sétimo mês, quando tiverdes colhido os frutos da
terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá
descanso solene, e no oitavo dia haverá descanso solene.” (Levítico 23.36–39).
Poderíamos então,
ter em determinado mês o seguinte calendário semanal:
No exemplo acima, a
segunda semana iniciou-se por um sábado dobrado (comemorativo) equivalente ao
domingo, alterando a semana: como conseqüência da semana móbil anterior, a
terceira semana teve o sábado também no lugar do domingo; a quarta semana
apresentou outro sábado dobrado no lugar do domingo e da segunda, e o último
sábado também apareceu um lugar da segunda-feira do calendário romano. Daí a
confirmação de que todos os dias da semana eram sábados em potencial. Se
continuássemos a montar um possível calendário judaico, veríamos que cada
dia da semana, durante o ano, passaria por todos os números de um a sete. Os
sábados dobrados eram dois “sete” sucessivos: um dia de 48 horas. Em um deles
se trabalhava e no outro, descansava. Assim, Jesus, quando da obra redentora,
no sábado trabalhou na sua própria ressurreição, e no domingo – o segundo
sábado ou segunda parte de um dia de 48 horas em comemoração pela Páscoa, e,
portanto, sábado dobrado – descansou, aparecendo aos discípulos.
Na narrativa da
criação, Deus trabalhou durante seis dias e no sétimo, descansou. O homem foi
criado no sexto dia e, portanto, o sétimo dia do Senhor era o segundo dia dele.
Dessa forma de acordo com a semana divina o sétimo dia do homem era o quinto
dia de Deus.
Notemos que Moisés
não mandou contar semanas e, sim, sábados. Semana é chabua e sábado shabbath;
tinham que contar sete shabbathôth e não sete chabuim. Esses sábados eram,
assim, normais e dobrados, descaracterizando, portanto, toda idéia de semana linear
que pudesse fixar um dia para descanso por todas as gerações. Os sabatistas
guardam o sábado de acordo com o calendário romano (linear), mas esquecem que a
ordenança do Senhor foi baseada no calendário judaico, que previa a semana
móbil e o conseqüente tramitar do sábado por todos os dias da semana. Assim, a
diferença entre eles e os cristãos torna-se simples: descansam no primeiro
sete, enquanto os cristãos, no segundo. Portanto, conforme afirmou o reverendo
Matta, “todos os dias da semana eram sábados”. Lendo atentamente o que diz J.
Cabral no texto acima, acrescento que, assim como o sábado era móbil e que o
judeu acabava guardando-o em diferentes dias da semana durante o ano, através
do calendário judaico, nós, os cristãos, devemos santificar todos os dias ao
Senhor para seu louvor, sua glória e adoração.
BIBLIOGRAFIA
1- Oliveira, Raimundo F. de– Seitas e Heresias – Um
Sinal dos Tempos. Ed. CPAD.
2- Martins, Jaziel Guerreiro – Seitas e Heresias do
Nosso Nempo. Ed. A. D. Santos.
3- Cabral, J. – Religiões, Seitas e Heresias –
Universal Produções.
4- Bíblia de Jerusalém – Ed. Paulus.
5- Douglas, J. D. – O Novo Dicionário da Bíblia –
Ed. Vida Nova.
6- Didaqué – O Catecismo dos Primeiros Cristãos
para as Comunidades de Hoje – Ed. Paulus.
7- Bíblia Eletrônica V. 1.0 – RKSoft
Desenvolvimentos.
Instituto de
Apologética Pensador Cristão®.






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