quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 01.


A Bíblia é ou não é inspirada?





     A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus. “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;” (II Timóteo 3.16). Mas, para algumas pessoas existem trechos que parecem negar a inspiração divina, “Digo isto, porém, como que por concessão e não por mandamento.” (I Coríntios 7.6).

“Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela.”(I Coríntios 7.12).

“O que digo, não o digo segundo o Senhor, mas como por insensatez, nesta confiança de gloriar-me.” (II Coríntios 11.17).


     O que podemos dizer a respeito. A primeira regra da hermenêutica diz que a Bíblia interpreta a própria Bíblia. O que é confirmado pela passagem de I Coríntios 2.11-14: “Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
     Sendo assim, vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre esses fatos: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.” (II Pedro 1.19-21).
     Bem, então podemos perceber que o Apóstolo Paulo quando escrevia à Igreja de Corinto, ainda que julgasse não ter recebido nada de Deus no momento e falar por suas próprias palavras, devemos refletir que habitava nele o Espírito de Deus.

“Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações.” (II Coríntios 1.21-22).

     E que segundo a vontade e permissão de Deus, Paulo levou o evangelho até lá, com isso será que Deus sendo onisciente (tem todo conhecimento, I João 3.20), permitiria Paulo escrever em seu nome algo que não fosse a sua vontade. E temos que lembrar que a Palavra de Deus primeiro falou às pessoas daquela época (lá e então), e continua falando hoje, mas precisamos compreender primeiro o que representava para eles, como falou aos seus corações, o que representou para eles deteminadas expressões, para depois procurarmos entender e aplicar a Palavra de Deus em nossas vidas (aqui e agora).

Instituto de Apologética Pensador Cristão®

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