quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 05.

Quantas vezes Deus matou
todos os animais do Egito?



     Uma questão que tem sido levantada para tentar desacreditar o texto bíblico, está relacionada ao período das dez pragas realizadas por Deus, através de Moisés no Egito. Alguns acreditam que teria acontecido uma contradição, pois o texto relata, por duas vezes, que as pragas lançadas sobre o Egito tiveram como alvo os rebanhos. Esclareceremos os fatos conforme se segue: 

     Os animais  dos egípcios são mortos com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu a pestilência (Êxodo 9.3-6). Atente para o texto, pois ele apresenta quais são os animais da totalidade em questão.

"Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave. Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel. E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na terra. Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum." 


     Todos os animais dos egípcios são mortos com uma chuva de granizo. A pergunta dos que querem desacreditar o texto bíblico é a seguinte: "Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?" (Êxodo 9.19-21,25).

"Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão. Quem dos servos de Faraó temia a palavra do Senhor, fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas; mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo." (Êxodo 9.19-21).

"E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo." (Êxodo 9.25). 

     No primeiro texto citado, notamos que os animais em questão são os rebanhos que estavam no campo, já no segundo texto fica claro que todo homem e animal que estivesse no campo morreriam através da saraiva.
     Entendemos que todos os animais sem distinção, poderiam ter sido mortos na primeira praga, porém não haveria nenhuma contradição, haver a segunda praga. Pois poderiam os egípcios, terem adquiridos novos animais para suprir as suas necessidades. Lembrem-se o Egito era a grande potência da época, e que diversas nações estavam a ele subordinadas, nada mais natural do que buscar nessas nações os recursos necessários a manutenção de suas necessidades.
     Outro fator importante é que não há registro de tempo entre uma praga e outra, a primeira destruição dos animais é a quinta praga, e a segunda destruição dos animais é a sétima, na ordem das pragas do Egito. Podendo perfeitamente haver um longo período de tempo entre uma praga e outra. 


     Ainda se faz necessário observar o texto e perceber que, assim como, na segunda praga sobre os animais, poderia ter acontecido tal semelhança na primeira praga, ainda que o relato não nos informe. O relato da segunda praga no revela que os servos de Faraó que temeram as palavras do Senhor, recolheram seus animais do campo. Afinal, já haviam ocorridos outras pragas o que testemunhava a veracidade dos relatos de Moisés, fazendo com que alguns acreditassem em suas palavras. Existe a probabilidade de que os animais da segunda praga possam ser animais negociados do rebanho dos que temeram para aqueles que não atentaram a voz da profecia. Como hoje os que crêem esperam a volta de Jesus e se privam das práticas contrarias a palavra de Deus. A incredulidade é um mal que atinge a humanidade faz tempo. 

Instituto de Apologética Pensador Cristão®

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