segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PERGUNTAS BÁSICAS QUE ESTUDANTES DE TEOLOGIA DEVEM FAZER

     1)      Quais os fundamentos da ciência?

     2)      A ciência acredita que o universo foi criado por Deus ou pelo Big Bang?

     3)      A ciência acredita que o homem é produto da evolução ou de Deus?

     4)      A fé é um argumento válido para a percepção científica?

     5)      Se retirarmos a fé da Bíblia o que sobra?
Hb 11:3 Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê.

     6)      O que fazer com expressões como:
Mt 1:20 E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo;

Lc 7:50 Jesus, porém, disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Jo 11:25 Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá;

     7)      Tendo em vista que a Bíblia foi escrita por homens, seriam os pressupostos da ciência que validariam a Bíblia como Palavra de Deus?

     8)      Como a razão explica a ressurreição e o nascimento virginal de Cristo?

     9)      A Bíblia é um livro de razão ou de fé?

     10)   Seria válido aplicar um método para estudo da Bíblia que considere ou desconsidere a fé?

     11)   Seria esse o problema do Método Histórico-Crítico?

     12)   O Método Histórico-Crítico aceita como verdadeiro o nascimento virginal de Cristo?

     13)   O Método Histórico-Crítico aceita como verdadeira a Ressurreição de Cristo?

     14)   O Método Histórico-Crítico aceita como verdadeira Palavra de Deus?

     15)   Referenciar as demais ciências como válidas para interpretação da Bíblia seria validar a fé?

     16)   Aceitar a Cristo é produto da fé ou da Razão?

     17)   Quem nunca viu a Deus, mas mantém um relacionamento com Ele, faz pela fé ou pela razão?

     18)   A salvação é um pressuposto validado pela fé ou pela razão?

     19)   Anular a Bíblia como palavra de Deus, anular o nascimento virginal de Cristo, anular a ressurreição de Cristo, são pensamentos que validam a crença ou a descrença?

     20)   Deus pode ser aceito pela razão sem a fé?

     21)   Agora cabe a você decidir:

     - O método que escolho utilizar para o estudo da Bíblia tem relação com minhas crenças pessoais?
     - Qual método utilizar, o da fé ou o da razão?
     - Qual Teologia devo seguir, Liberal ou conservadora?
     - Qual pressuposto devo aceitar, o da fé ou o da razão?
     - Qual Deus escolho servir, o da ciência ou o da fé?
     - Devo aceitar a autoridade de Deus e da sua palavra ou negá-lo diante dos homens?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Oração por pedidos?




Nestes últimos dias, as pessoas não têm o hábito de orar. Parece  que os sacerdotes mediadores são os responsáveis  por estas práticas  errôneas. Ao invés de estimular o povo a orar, a ter um relacionamento com Deus e comunhão com Ele, estão ensinando cada vez mais a serem dependentes de seus intercessores de plantão.
No relacionamento humano, as pessoas com as quais mais dialogamos são as que temos maior comunhão. Esse exemplo pode ser aplicado no nosso relacionamento com Deus, se não falarmos com Ele através da oração, não teremos  comunhão com Deus.
Outra coisa intrigante é que aqueles que impõem as mãos sobre um pedido sem saber qual o seu conteúdo, pode estar concordando com práticas de pecados. Como por exemplo, uma pessoa ainda em processo de conversão pede por seu amante ou pela separação do casamento da pessoa amada, para poder tomar lugar do seu cônjuge.  Tal prática é, no mínimo, muito perigosa.

Animismo gospel?





Parece que  muitas  igrejas estão se voltando à prática de antigas heresias. Para entender melhor o que estamos falando, precisamos conceituar o que é animismo.
Para Wilges & Colombo, “animismo - é mais crença, mentalidade,  ideia do que doutrina elaborada.  Enxerga, por detrás dos objetos sensíveis uma vida: alma, psique ou espírito, capaz de entrar em relações diretas, em certos casos e sob certas condições com o homem. (...) Faz-se um trabalho sobre a fotografia de uma determinada pessoa, pensando-se assim atingir a mesma.”

Deus nos chamou para orar por pessoas e não por pedidos, impor as mãos sobre elas e não sobre os seus anseios de conquistas.  Cristãos que pedem oração e não são estimuladas a orar, vivem na dependência de que alguém faça isso por elas. Sacerdotes que se colocam como mediadores entre Deus e os homens. Cristãos que não sabem que têm livre acesso a Deus que é onipresente, onipotente e onisciente e que pode ouvi-los e responder às suas orações como lhe convier.
Referencia da citação: WILGES,  Irineu  S. &  COLOMBO, Olírio P..  Cultura  religiosa.  2ª ed.  Porto Alegre: EST, 1978.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 08.


O que aconteceu no Egito?



     Deus envia Moisés para o Egito com a missão de resgatar os filhos de Israel. 

         "Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel." (Êxodo 3.10).

“Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida. Tomou, pois, Moisés a sua mulher e os seus filhos; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levava na mão o bordão de Deus. Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.” (Êxodo 4.19-23).

     No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. Sem qualquer explicação.

"Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e quis matá-lo. Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo sanguinário. O Senhor, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão." (Êxodo 4.24-26).

     Muitas vezes nos esquecemos que Deus é soberano, e que não precisa dar satisfação a ninguém, foi Ele quem nos criou e não o contrário. A falta de conhecimento de Deus e dos assuntos relacionados a Ele são as principais falhas dos questionamentos e das dúvidas levantadas. 

“Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua. O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.” (Gênesis 17.9-14). 

     Compreendemos que o motivo de Deus querer matá-lo foi por causa da circuncisão. Em desobediência ao que diz em Gênesis 17.9-14, mas graças a Deus, por sua misericórdia e longanimidade, o ato não ocorreu.  Pode se perceber que o problema era a circuncisão na ação imediata da mulher de Moisés, Zípora (uma midianita). Se ela não tivesse convicção da causa que estava afligindo o menino, não teria circuncidado o menino, nem falado tal frase acerca da circuncisão para Moisés. 

     Na cultura Judaica é comum a circuncisão conforme a aliança de Deus com Abraão.  Imagine o mensageiro de Deus ao seu povo em desobediência a sua vontade e a sua aliança. O povo não o aceitaria como tal. Não se sabe ao certo a causa do menino não ter sido circuncidado, se por fala de conhecimento ou negligência de Moisés a aliança. Tendo em vista Moisés estar vivendo no Palácio do Egito, longe do costume do seu povo; Ou, por resistência de sua mulher por ser midianita. Supomos parecer contrário a prática dos midianitas a circuncisão, pois Zípora faz menção a tal prática como sendo sanguinária. O fato é que foi ela quem percebeu a iminente morte do menino, correndo para corrigir a falta, circuncidando-o. Talvez, seja possível imaginar que ela é a responsável pela desobediência, ficando o menino sem ser circuncidado. O importante neste texto é que Deus deixa claro que a obediência as suas leis são imprescindíveis.

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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 07.


Deus admitiu que ele é a causa da cegueira?


     Dizem os incrédulos que Deus admitiu ser a causa da surdez e da cegueira. 

"Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor?"  (Êxodo 4.11).

     Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria.

"Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens" (Lamentações 3.33). 

     Notamos neste texto, apresentado como sendo uma contradição bíblica, o interesse dos incrédulos de fazerem com que o texto bíblico, diga o que não diz. Deus está dizendo que foi Ele quem criou a boca do homem, ou seja, foi Ele quem fez o homem, sua boca, seus olhos, seus ouvidos e todos os órgãos humanos foram criados pela onisciência de Deus. Foi Ele quem deu vida ao mudo, e não que Ele é a causa da mudez; Foi Ele quem deu vida ao surdo, e não que Ele é a causa da surdez; Foi Ele quem deu vida ao que vê, proporcionando é claro a sua da visão; Foi Ele quem deu vida ao cego, e não que Ele que ele é a causa da cegueira. Muitas coisas acontecem por que devem acontecer, pois é uma consequência natural do sistema em que vivemos, pois com a queda do homem toda a natureza sofre e se degrada, mais e mais a cada dia, por isso as falhas congênitas, as doenças, os problemas, a morte e tantas outras coisas. Se Deus tivesse feito todos os homens iguais, não daríamos valor às diferenças, nem valorizaríamos as coisas que para nós muitas vezes parece tão simples. É admirável a dádiva do Criador de dar as pessoas portadoras de necessidades especiais, condições além das capacidades para sobrepor as suas deficiências, pois muitas delas desenvolvem habilidades fora do comum. O que dizer de Ludwig Van Beethoven que mesmo com sua deficiência auditiva encantou o mundo com sua arte. 

     Deve ficar claro que Deus não aflige ao homem de bom grado, até por que não tem o interesse em ser um carrasco. Porém Deus é pedagógico e corrige aquele que ama, como o Pai corrige o filho, querendo sempre o seu bem.
     Toda ação provoca uma reação, assim foi com o homem, a queda (o pecado de Adão no Édem) trouxe várias consequências para toda humanidade. (para saber mais sobre a queda leia Gênesis 3). As consequências da queda estão registradas em toda a Bíblia, notamos que antes da queda Adão e Eva viviam uma vida de comunhão com Deus, Ele andava no jardim do Édem junto com eles (Gênesis 3.8), mas após a queda houve o afastamento do homem de Deus, e quanto mais o homem se afasta dEle, mas as consequências podem ser notadas; para que você tenha uma noção do que estamos falando, basta adquirir um jornal e olhar as noticias estampadas em suas páginas, ou ligar a televisão e assistir ao jornal, para ver o quanto estamos distante de Deus, mas graças a Deus que através do seu amor nos preparou o caminho de volta para Ele.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3. 16).

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14. 6).

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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 06.


Comer todos os animais ou somente alguns?


     O Senhor disse a Noé: 

"Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis."  (Gênesis 9.3-4). 

     Algum tempo depois, o Senhor disse ao seu povo:

"Porém, dos que ruminam, ou que têm a unha fendida, não podereis comer os seguintes: o camelo, a lebre e o querogrilo, porque ruminam, mas não têm a unha fendida; imundos vos serão; nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Não comereis da carne destes, e não tocareis nos seus cadáveres. Isto podereis comer de tudo o que há nas águas: tudo o que tem barbatanas e escamas podereis comer; mas tudo o que não tem barbatanas nem escamas não comereis; imundo vos será. De todas as aves limpas podereis comer. Mas estas são as de que não comereis: a águia, o quebrantosso, o xofrango, o açor, o falcão, o milhafre segundo a sua espécie, todo corvo segundo a sua espécie, o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie, o bufo, a coruja, o porfirião, o pelicano, o abutre, o corvo marinho, a cegonha, a garça segundo a sua espécie, a poupa e o morcego. Também todos os insetos alados vos serão imundos; não se comerão. De todas as aves limpas podereis comer."  (Deuteronômio 14.7-20).

     Por não termos o hábito de pensar, muitas vezes, julgamos precipitadamente. Quantas vezes falamos ou escrevemos frases e depois corrigimos, complementamos pensamentos ou até mesmo de acordo com a reação dos ouvintes damos maior ênfase em um ou em outro assunto, para criar o efeito almejado.
     Deus diz a Nóe em Gênesis 9 para comer de tudo quanto se move, mas lembre-se que a família de Noé são os únicos habitantes agora e que não havia, é claro, o hábito de comerem carne, pois em Gênesis 1.29 e 30 notamos que Deus deu ao homem e aos animais o mesmo alimento, ou seja, as ervas.

Ao homem:

"Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento." (Gênesis 1.29)


Aos animais:

"E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi." (Gênesis 1.30).

Conforme Gênesis 6.21 e 22.

"Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te será para alimento, a ti e a eles. Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez."

     Concluímos que o homem neste período, não dispunha de grandes habilidades para a caça, mas alguns podem dizer e como fizeram para capturar os animais para colocarem na arca, antes do dilúvio. Bem, para compreendermos melhor devemos olhar Gênesis 6.20.

"Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti,  para os conservares em vida." 

     Assim, entendemos que sem habilidade o homem começou a caçar animais fáceis e pequenos, e por não ter o hábito de comer carne, seu organismo demorou a adaptar seu paladar a carne, preferindo as ervas (que já estavam habituados a comer), mas com o passar do tempo o homem foi adquirindo habilidade e aprendendo a saborear a carne, acrescentando a essa prática o prazer da caça, sendo assim começou a caçar animais cada vez maiores e mais difíceis. Certamente, notando isso, Deus decidiu que estava no tempo de colocar as ressalvas necessárias, para o bem do homem. De nada adiantaria Deus estabelecer todos estes princípios antes, pois ainda não havia uma sociedade organizada e não teria feito efeito algum sobre eles. O que podemos afirmar com certeza, é que de modo algum tais ressalvas trouxeram prejuízo ao homem, pois se abster destes alimentos naquele período, veio a proteger a sua integridade física, permitindo ao homem uma alimentação que lhe desse uma saúde perfeita. O que nada deixava a desejar diante de uma sociedade bem melhor organizada e mais inteligente, pois já dominavam a escrita (afinal Deus deu os mandamentos escritos em tábuas de pedras, Êxodo 24.12). 


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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 05.

Quantas vezes Deus matou
todos os animais do Egito?



     Uma questão que tem sido levantada para tentar desacreditar o texto bíblico, está relacionada ao período das dez pragas realizadas por Deus, através de Moisés no Egito. Alguns acreditam que teria acontecido uma contradição, pois o texto relata, por duas vezes, que as pragas lançadas sobre o Egito tiveram como alvo os rebanhos. Esclareceremos os fatos conforme se segue: 

     Os animais  dos egípcios são mortos com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu a pestilência (Êxodo 9.3-6). Atente para o texto, pois ele apresenta quais são os animais da totalidade em questão.

"Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave. Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel. E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na terra. Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum." 


     Todos os animais dos egípcios são mortos com uma chuva de granizo. A pergunta dos que querem desacreditar o texto bíblico é a seguinte: "Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?" (Êxodo 9.19-21,25).

"Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão. Quem dos servos de Faraó temia a palavra do Senhor, fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas; mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo." (Êxodo 9.19-21).

"E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo." (Êxodo 9.25). 

     No primeiro texto citado, notamos que os animais em questão são os rebanhos que estavam no campo, já no segundo texto fica claro que todo homem e animal que estivesse no campo morreriam através da saraiva.
     Entendemos que todos os animais sem distinção, poderiam ter sido mortos na primeira praga, porém não haveria nenhuma contradição, haver a segunda praga. Pois poderiam os egípcios, terem adquiridos novos animais para suprir as suas necessidades. Lembrem-se o Egito era a grande potência da época, e que diversas nações estavam a ele subordinadas, nada mais natural do que buscar nessas nações os recursos necessários a manutenção de suas necessidades.
     Outro fator importante é que não há registro de tempo entre uma praga e outra, a primeira destruição dos animais é a quinta praga, e a segunda destruição dos animais é a sétima, na ordem das pragas do Egito. Podendo perfeitamente haver um longo período de tempo entre uma praga e outra. 


     Ainda se faz necessário observar o texto e perceber que, assim como, na segunda praga sobre os animais, poderia ter acontecido tal semelhança na primeira praga, ainda que o relato não nos informe. O relato da segunda praga no revela que os servos de Faraó que temeram as palavras do Senhor, recolheram seus animais do campo. Afinal, já haviam ocorridos outras pragas o que testemunhava a veracidade dos relatos de Moisés, fazendo com que alguns acreditassem em suas palavras. Existe a probabilidade de que os animais da segunda praga possam ser animais negociados do rebanho dos que temeram para aqueles que não atentaram a voz da profecia. Como hoje os que crêem esperam a volta de Jesus e se privam das práticas contrarias a palavra de Deus. A incredulidade é um mal que atinge a humanidade faz tempo. 

Instituto de Apologética Pensador Cristão®

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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 04.



Houve realmente a confusão
de línguas em Babel?




     Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro. 

"Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só idioma. (...) e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra." (Gênesis 11.1, 6-9).

     Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua. 


“Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações." (Gênesis 10.5).

     Notemos que o relato da confusão das línguas, não esta em ordem cronológica com o relato de Gênesis 10, pois notamos que o autor está mencionando um fato, a genealogia das famílias conforme as suas gerações e como foram dispersas, quando parece se recordar de outro, a confusão das línguas que aconteceu antes e que resultou na dispersão dos povos. Então termina o seu relato das gerações e das dispersões, para depois narrar o fato que o resultou.

     Podemos reparar que em Gênesis 10 nos versos nove e dez, encontra-se o relato do reino de Babel, antes da partida do oriente e a descoberta do vale na terra de Sinar, para ali habitarem; e antes também do lugar receber o nome de Babel, conforme relata o texto bíblico.

"Ele era poderoso caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar." (Gênesis 10.9-10).

"E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram. (...) Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra." (Gênesis 11.2, 8-9).

     O texto bíblico mostra ainda, conforme Gênesis 10.25, que nos dias de Pelegue é que se repartiu a terra, sendo mencionado também em Gênesis 11.8, e a partir do versículo 10 de Gênesis 11, é relatada a genealogia de Sem, segundo a ramificação da linhagem de Arfaxade, onde nos versículos 16, 17 e 18, vemos novamente o nome de Pelegue, que foi mencionado em Gênesis 10, o que prova que o relato está de comum acordo com o capítulo 10.

         "A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque nos seus dias foi dividida a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã." (Gênesis 10.25).

         "Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade." (Gênesis 11.8).

     Em Gênesis 10.8-12, notamos que o princípio do reinado de Ninrode foi Babel, e só em Gênesis 11, é que aparece Babel, e no versículo 11 de Gênesis 10, aparece novamente um detalhe importante o que confirma a dispersão ocorrida em Babel.

"Cuche também gerou a Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra. Ele era poderoso caçador diante do Senhor; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Desta mesma terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir, Calá, e Résem entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade)."

     Diante do exposto concluímos que, não há contradição no texto e sim, um equívoco da parte daqueles que não conhecem a Bíblia, nem tão pouco refletem sobre seus próprios pensamentos, gerando dúvidas, sem motivo.
 Instituto de Apologética Pensador Cristão®

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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 03.



A GENEALOGIA DE JESUS CRISTO.






MATEUS 1



LUCAS 3

1 Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
2 A Abraão nasceu Isaque; a Isaque nasceu Jacó; a Jacó nasceram Judá e seus irmãos;
3 a Judá nasceram, de Tamar, Farés e Zará; a Farés nasceu Esrom; a Esrom nasceu Arão;
4 a Arão nasceu Aminadabe; a Aminadabe nasceu Nasom; a Nasom nasceu Salmom;
5 a Salmom nasceu, de Raabe, Booz; a Booz nasceu, de Rute, Obede; a Obede nasceu Jessé;
6 e a Jessé nasceu o rei Davi. A Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias;
7 a Salomão nasceu Roboão; a Roboão nasceu Abias; a Abias nasceu Asafe;
8 a Asafe nasceu Josafá; a Josafá nasceu Jorão; a Jorão nasceu Ozias;
9 a Ozias nasceu Joatão; a Joatão nasceu Acaz; a Acaz nasceu Ezequias;
10 a Ezequias nasceu Manassés; a Manassés nasceu Amom; a Amom nasceu Josias;
11 a Josias nasceram Jeconias e seus irmãos, no tempo da deportação para Babilônia.
12 Depois da deportação para Babilônia nasceu a Jeconias, Salatiel; a Salatiel nasceu Zorobabel;
13 a Zorobabel nasceu Abiúde; a Abiúde nasceu Eliaquim; a Eliaquim nasceu Azor;
14 a Azor nasceu Sadoque; a Sadoque nasceu Aquim; a Aquim nasceu Eliúde;
15 a Eliúde nasceu Eleazar; a Eleazar nasceu Matã; a Matã nasceu Jacó;
16 e a
Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo.
17 De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para Babilônia até o Cristo, catorze gerações.
23 Ora, Jesus, ao começar o seu ministério, tinha cerca de trinta anos; sendo (como se cuidava) filho de José, filho de Eli;
24 Eli de Matate, Matate de Levi, Levi de Melqui, Melqui de Janai, Janai de José,
25 José de Matatias, Matatias de Amós, Amós de Naum, Naum de Esli, Esli de Nagai,
26 Nagai de Maate, Maate de Matatias, Matatias de Semei, Semei de Joseque, Joseque de Jodá,
27 Jodá de Joanã, Joanã de Resa, Resa de Zorobabel, Zorobabel de Salatiel, Salatiel de Neri,
28 Neri de Melqui, Melqui de Adi, Adi de Cosão, Cosão de Elmodã, Elmodão de Er,
29 Er de Josué, Josué de Eliézer, Eliézer de Jorim, Jorim de Matate, Matate de Levi,
30 Levi de Simeão, Simeão de Judá, Judá de José, José de Jonã, Jonã de Eliaquim,
31 Eliaquim de Meleá, Meleá de Mená, Mená de Matatá, Matatá de Natã, Natã de Davi,
32 Davi de Jessé, Jessé de Obede, Obede de Boaz, Boaz de Salá, Salá de Nasom,
33 Nasom de Aminadabe, Aminadabe de Admim, Admim de Arni, Arni de Esrom, Esrom de Farés, Farés de Judá,
34 Judá de Jacó, Jacó de Isaque, Isaque de Abraão, Abraão de Tará, Tará de Naor,
35 Naor de Seruque, Seruque de Ragaú, Ragaú de Faleque, Faleque de Eber, Eber de Salá,
36 Salá de Cainã, Cainã de Arfaxade, Arfaxade de Sem, Sem de Noé, Noé de Lameque,
37 Lameque de Matusalém, Matusalém de Enoque, Enoque de Jarede, Jarede de Maleleel, Maleleel de Cainã,
38 Cainã de Enos, Enos de Sete, Sete de Adão, e Adão de Deus.

          Muito tem sido questionado com relação a genealogia de Cristo, devido ao fato de que o pai de José no evangelho segundo Mateus é Jacó e segundo Lucas é Eli, além disso algumas ramificações no tronco genealógico são diferentes. Alguns se aproveitam disso para questionar a veracidade das Escrituras.

           Para entendermos a questão da Genealogia é importante compreendermos o propósito pelo qual cada evangelho foi escrito:




MATEUS



LUCAS
     O evangelho de Mateus foi escrito aos Judeus e tinha como propósito principal, provar que Jesus é o Messias. Existiam algumas características que o Messias deveria ter, como por exemplo ser descendente de Abrão, ser da tribo de Judá, ter sangue real, ser da linhagem do Rei Davi, entre outras. Mateus procura então descrever, com o intuito de comprovar a linhagem de Jesus, a genealogia dentro do tronco de Abraão o escolhido de Deus, passando por Judá, Davi, até chegar a Jesus, comprovando assim a legitimidade do Messias, o Rei. Outro fato importante é que existiam várias profecias que deveriam ser cumpridas pelo Messias, as quais eram de conhecimento do povo judeu. Por isso notamos, no evangelho de Mateus, a preocupação do autor inspirado por Deus com o cumprimento de tais promessas.
     Mateus faz ênfase constantemente da frase "(...) para se cumprir o que foi dito pelo profeta (...)". O que pode ser verificado em diversas passagens do livro. (Mateus 1.22, Mateus 2.5, Mateus 2.15, Mateus 2.17, Mateus 3.3, Mateus 4.14, Mateus 8.17, Mateus 12.17, Mateus 13.35, Mateus 21.4, Mateus 27.9).
     O evangelho de Lucas foi escrito aos gentios (gregos) e tinha como propósito principal, provar que Jesus é o mediador da Salvação para todo aquele que crê, independente de ser judeu, podendo descender de qualquer parte da humanidade. Para isso era necessário trazer ao conhecimento do povo o entendimento do propósito de Deus e as promessas que davam garantia e sustentação a este pensamento. A promessa feita a Adão no Éden dá a garantia de que o Messias viria para todos, pois de Adão descende toda a humanidade, a promessa se encontra em Gênesis capítulo 3 verso 15, enfatizando que da semente da mulher viria um que pisaria a cabeça da serpente, ou seja, derrotaria, subjugaria a serpente (o diabo), tendo a profecia se cumprido em Cristo.
      Tendo em mente esta promessa, Lucas passa a relatar todos os fatos minuciosamente (Lucas 1.1-4), conforme se faz necessário ao entendimento de um leigo, relatando o cumprimento da promessa, pois mostra como Jesus foi concebido em Maria, sendo ele a semente da mulher, pois José não coabitou com ela. (Lucas 1.27 e 34, Mateus 1.18).


           Outros fatos importantes a serem destacados:

     Na cultura judaica notamos o costume de se registrar a genealogia (Gênesis 5.1, I Crônicas 5.1, I Crônicas 5.17, Neemias 7.5), tendo como propósito alguns fatores:
  • Para que não se perca a linhagem do Messias;
  • Para garantir o conhecimento dos ancestrais, assim cada judeu poderia saber qual a sua tribo respectiva;
  • Para preservar os que podem ser sacerdotes (Esdras 2.62, Neemias 7.64);

     Note bem que a genealogia na cultura judaica é contada de acordo com o cabeça (Esdras 2.68, Esdras 8.1), e o cabeça foi definido como sendo o homem (Neemias 7.26-33 Neemias 7.7-63), por isso notamos que na genealogia de Mateus e de Lucas, conta-se somente José, pai de Jesus.

     É geralmente aceito a genealogia de Mateus como sendo a de José, enquanto a genealogia de Lucas, é geralmente aceita como sendo a de Maria.




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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 02.

Os gigantes existiram antes e depois do dilúvio? Como?



     Os Gigantes existiam antes da inundação. "Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade." (Gênesis 6.4). Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação. "Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca." (Gênesis 7.23).
Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo. "Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos." (Números 13.33).
     Existem pessoas que sentem tanta vontade de contradizer a Bíblia, buscando respaldar os seus atos pecaminosos, que muitas vezes tentam ser o próprio Deus; recriando o mundo, transformando a vida, desfazendo regras, anulando valores, tendo como base para tal mudança a sua maneira de entender o certo e o errado, onde na utopia profana deste novo mundo recriado, sem conceitos, sem valores, sem limites, tudo é possível. Iludem-se na falsa esperança ao ponto de enganarem a si mesmo e crerem que não existe Deus (Salmos 14.1), acreditando então que não terão que passar por uma possível condenação. Acreditam que o homem veio do macaco, que o Universo foi criado de uma explosão do nada sem intervenção externa nenhuma, que não existe céu e nem inferno. Ah! Já estava esquecendo. Acreditam em Mickey Mouse, Pinóquio, Papai Noel, Branca de Neve e os sete anões, entre outros... Para melhor esclarecermos devemos entender o significado da palavra hebraica "Nefilins" que quer dizer "gigantes", sendo assim onde o texto relata nefilins ele está se referindo aos gigantes e não a uma raça ou a um povo específico. A maioria das versões da Bíblia, não trazem mais o relato como Nefilins, mas já traduzem a palavra como realmente deve ser feito. Ainda assim, podemos imaginar que os espias quando foram espiar a terra, podem muito bem ao encontrarem tais gigantes, diante de tal espanto (sendo eles conhecedores do relato anterior ao dilúvio) terem acreditado que tais gigantes eram descendentes dos gigantes anteriores ao dilúvio (Nefilins), ficando assim mais aterrados de medo, pois sabiam que os povos anteriores ao dilúvio, eram um povo sem limite para fazer o mal, por isso Deus mandou o dilúvio. Pois não tem lógica imaginar que se eles já tivessem conhecimento de tais gigantes e de que tais e tais povos, ocupavam aquela região irem até ela verificar a terra e o povo que lá existia. Sobre a questão dos gigantes, fica claro que não foi feito um estudo aprofundado sobre o assunto, nem consultaram a fundo o livro que querem rejeitar, a Bíblia. Pois não há nada de extraordinário dizer que existiam gigantes após o dilúvio, já que hoje nós temos visto em nosso meio, na atual sociedade diversos exemplos de casais perfeitos que tiveram filhos com deficiência, com moléstia ou até mesmo tendo nascido com olhos de outra cor, cabelos, e tantas outras diferenças que aparentemente não teriam qualquer fundamento. Temos presenciado ainda, diversas pessoas com diferenças notáveis como o naniquismo (no popular, anão) e também o inverso, o que conhecemos como gigantismo. Muitas destas pessoas possuem pais e mães normais, o que seria para os autores de tais contradições bíblicas um espanto tremendo! Sendo assim, naquela época na qual aconteceu o relato bíblico, não poderiam as pessoas terem sofrido as mesmas situações que hoje vivenciamos? Ou seria algo tão fantástico quanto o descobrimento da roda ou a invenção da luz? Vejamos como o Dicionário Aurélio define a palavra gigantismo: "[De gigant(o)- + -ismo.] S. m. 1. Desenvolvimento extraordinário e anormal de qualquer ser, quer animal, quer vegetal. 2.P. ext. Desenvolvimento ou crescimento gigantesco: 2 [Antôn.: nanismo.]

Contradição Bíblica será?

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Respondendo as dúvidas sobre Contradições Bíblicas. - Parte 01.


A Bíblia é ou não é inspirada?





     A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus. “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;” (II Timóteo 3.16). Mas, para algumas pessoas existem trechos que parecem negar a inspiração divina, “Digo isto, porém, como que por concessão e não por mandamento.” (I Coríntios 7.6).

“Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele, não se separe dela.”(I Coríntios 7.12).

“O que digo, não o digo segundo o Senhor, mas como por insensatez, nesta confiança de gloriar-me.” (II Coríntios 11.17).


     O que podemos dizer a respeito. A primeira regra da hermenêutica diz que a Bíblia interpreta a própria Bíblia. O que é confirmado pela passagem de I Coríntios 2.11-14: “Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
     Sendo assim, vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre esses fatos: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.” (II Pedro 1.19-21).
     Bem, então podemos perceber que o Apóstolo Paulo quando escrevia à Igreja de Corinto, ainda que julgasse não ter recebido nada de Deus no momento e falar por suas próprias palavras, devemos refletir que habitava nele o Espírito de Deus.

“Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações.” (II Coríntios 1.21-22).

     E que segundo a vontade e permissão de Deus, Paulo levou o evangelho até lá, com isso será que Deus sendo onisciente (tem todo conhecimento, I João 3.20), permitiria Paulo escrever em seu nome algo que não fosse a sua vontade. E temos que lembrar que a Palavra de Deus primeiro falou às pessoas daquela época (lá e então), e continua falando hoje, mas precisamos compreender primeiro o que representava para eles, como falou aos seus corações, o que representou para eles deteminadas expressões, para depois procurarmos entender e aplicar a Palavra de Deus em nossas vidas (aqui e agora).

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domingo, 30 de dezembro de 2007

Apresentação



     Este site surgiu com o intuito inicial de elucidar e dirimir dúvidas de interesse teológico, além de responder às questões levantadas por leigos, que através da especulação, tentam transtornar conceitos e transformar pensamentos equivocados, numa fonte soberana e absoluta da "verdade". Porém, a realidade tornou-se mais complexa e os ataques a verdade mais intenso, nos forçando não só responder as afrontas, mas também auxiliar na capacitação de daqueles que se deparam com influências que tentam desfavorecer a verdade.
     Assim, o Instituto de Apologética passou a ter como proposta ser uma ferramenta que auxilie no estudo teológico, no aperfeiçoamento e na formação daqueles que se comprometem em viver e basear a sua vida através da palavra de Deus.

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